“Apenas” Mais Um Caso de Injustiça Social
No Bairro da Rosa em Coimbra decorreram quatro acções de despejo em dois meses por tráfico de droga, segundo o título do jornal “O Diário de Coimbra”, mas vamos ver o conteúdo da notícia e ver a “manipulação” a que todos estamos sujeitos.
“A acção de despejo surgiu porque Maria Adelina Domingos foi, há quatro anos, condenada a uma pena de prisão por tráfico de droga, encontrando-se actualmente em liberdade condicional e a receber o Rendimento de Inserção Social. «Eu fiz uma asneira, cometi um erro», admite, acrescentando que hoje está arrependida.
Casada, tinha a viver consigo o filho de 24 anos, a nora, de 23, que está grávida, uma neta de seis anos, e ainda mais três filhos, de nove, 13 e 15 anos, e a namorada deste, com 16 anos.
Com a renda, luz e água em dia, Maria Adelina lamenta que todos estejam a pagar pelo que ela fez e considera que o tribunal, no decorrer do recurso apresentado, deveria ter tido em conta o seu comportamento enquanto esteve na cadeia e depois que saiu”.
Ainda assim, o vereador Francisco Queirós da autarquia admite que apenas cumpre a ordem do tribunal, não hesitando quando está em causa o tráfico de estupefacientes.
Pois é, as ordens e as leis nem sempre devem ser cumpridas rigidamente, porque há que atender e estar atentos a todos os factores que circundam cada caso, porque cada caso é um caso, e assim se vão cometendo injustiças “em nome da lei”, prejudicando mais uma vez quem mais precisaria Dela para se socorrer.
É caso para dizer que “A Justiça É MESMO Cega”!!!
Lamentavel esta desumanidade nesta epoca. Tristeza viver num mundo assim…
A justiça não é cega. A Deusa de Justiça se apresenta com uma venda nos olhos representando seu caráter imparcial. Isso significa que não importa que são as pessoas que estão em litígio, a justiça não penderá para nenhum dos lados. Será neutra, apenas procedendo de forma a solucionar o controvérsia apresentada pelas partes.
Cara Ana Carolina,
Nós sabemos que a justiça não é cega, é apenas uma metáfora para a “suposta” imparcialidade da mesma. Em todo o caso, àcerca desta notícia, tomámos a liberdade de utilizar esta frase, uma vez que é uma expressão correntemente usada em linguagem comum, apenas para ironizar, dar ênfase e peso à “cegueira” do caso de que falamos acima.
Obrigado na mesma pelo comentário.