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Pela contradição que existe no presente, na diferença perante a igualdade.

Contra a indiferença do social, pela presença de acção na causa.

Pelo humanismo visceral.

“A alma do homem toca o infinito. Se as suas mãos débeis não podem já com uma durindana, os cérebros e os corações estão em brasa. Ganhou-se em nervos – perdeu-se em equilíbrio. Não se assalta um castelo de armadura e mãos enclavinhadas na penedia, mas conquista-se o outro mundo…”

Raúl Brandão

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contradicao.social@gmail.com

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  1. Outubro 16, 2009 9:56 pm

    Após realizar este artigo não posso deixar de fazer uma reflexão crítica sobre o tema em causa. É do conhecimento comum a importância da figura materna na criação dos filhos, o papel fundamental da mãe para com a sua criança nos primeiros anos de vida, período em que ocorre a estruturação da personalidade infantil. Também importante é o papel do pai, com o seu amor e a inserção dos limites alguns anos depois. Mais recentemente o reconhecer do papel dos avós na educação e cuidado dos netos, substituindo e complementando, tanto os progenitores, como as creches e amas. Vários aspectos são construídos neste rico período, tais como as relações afectivas e o processo de educação. Elementos fundamentais para o porvir, na vida adulta da criança. Sem eles, torna-se precária a formação. Aprende-se no contacto diário, no relacionamento comum.
    Portanto, se somente pela quantidade e qualidade de convívio é possível a constituição de uma boa formação de afectos e educação que servirão de modelo e hábito para o resto da vida. No entanto, as pessoas que cuidam das crianças trabalham longas horas, ou seja, longe deste contacto necessário, o que resulta disso?
    A esta pergunta, pondera-se sob diversos ângulos, levando a algumas reflexões que podem servir de base a constantes questionamentos acerca dos problemas observados com o passar dos anos, repetindo-se e aumentando a estatística das dificuldades nos relacionamentos humanos.
    Exemplos comuns a respeito deste convívio familiar insuficiente são a precária formação afectiva, resultando em algumas dificuldades nas relações interpessoais da vida adulta da criança. Uma vez que ela não formou este tipo de relacionamento no seu período de estruturação, encontra enorme obstáculo em oferecer algo que não possui, pelo menos o suficiente. Leva o casamento a um grau de frieza e decorrente distanciamento, ocasionando em alguns casos a separação. Outro facto, é o comportamento consequente da falta de educação em muitos lares. Pouco convívio, baixa construção educacional e de valores. Soma-se a isto, a falsa ideia de que limites traumatizam e pesam mais do que as regras, e então, o resultado é a ausência de valores e de empatia para com os outros.
    Estas considerações que enraízam alguns dos problemas de relacionamento humano fazem voltar a atenção novamente para a evolução feminina, e é possível advogar na defesa daquilo que já foi conquistado: a independência, sem radicalizar através da opção evolutiva, e ademais, seria impossível retroceder pela própria natureza das progressões. Busca-se, então, uma alternativa de equilíbrio, a justa medida.
    Para trazer este novo dado às dificuldades existentes, faz-se necessária a contextualização política e económica da época em que vivemos. Ou seja, com tanto desemprego existente, medo frequente de entrar em contacto com a miséria (esta, tão bem expressa pela mídia diariamente), a necessidade de se aumentar a carga horária de trabalho para criar maior rendimento, que cada vez mais, alcança menos, pergunta-se: Como tratar da questão da quantidade e qualidade do convívio familiar? Soa como um absurdo, mas não o é!

    Jorge Neves
    jmfncriativo@gmail.com
    Coimbra

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